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Obra 19 · Parede 2
Virginia Wolf
1977
- Autor
- Elifas Andreato
- Ano
- 1977
- Técnica
- Acrilica e lápis sob papel cartão
- Dimensão do original
- 30cm x 20cm
Conexão com a história
Contexto na linha do tempo — 1975Audiodescrição
Imagine um cartaz vertical, sombrio e rico em detalhes, criado pelo artista Elifas Andreato em 1977. Esta obra, feita com acrílica e lápis sobre papel cartão em dimensões originais de 30 por 20 centímetros, ilustra a peça "Quem tem medo de Virginia Woolf?". No centro da composição, vemos uma figura humana sentada em uma poltrona de encosto alto, revestida por um tecido floral amarelado e desgastado. A figura veste um casaco vinho sobre uma camisa que repete a estampa de flores da poltrona, mas o que mais chama a atenção é sua cabeça: ela não tem rosto, parecendo uma máscara costurada ou feita de faixas de couro envelhecido. No colo, essa figura segura um bebê nu e pálido, que parece inerte.
O ambiente ao redor é carregado de uma atmosfera onírica e perturbadora. A poltrona está sobre um piso que lembra um tabuleiro de xadrez em tons de amarelo, preto e branco, que parece flutuar ou derreter sobre um fundo escuro. Do lado direito do móvel, pequenas criaturas grotescas e aladas, que lembram demônios ou gárgulas com sorrisos maliciosos, escalam o braço da poltrona. No topo do encosto, à esquerda, emerge o que parece ser a cabeça de um galo ou ave de rapina, enquanto uma faca de cozinha longa e afiada atravessa o topo da poltrona de forma ameaçadora. Aos pés da figura central, um coelho marrom observa a cena.
O fundo da imagem é preenchido por tons de marrom e terra, com silhuetas de árvores secas e a estrutura de uma janela gótica ao longe, sob um céu escuro onde brilha uma lua pálida e circular. No topo do cartaz, em letras grandes e brancas, lemos o título da peça e os nomes do elenco de peso, como Tonia Carrero e Raul Cortez, além da tradução de Millôr Fernandes. Na parte inferior, as informações sobre cenário e a direção de Antunes Filho completam a arte, que mistura o surrealismo com a crueza psicológica do texto teatral.
