
Obra 28 · Parede 2
Cartaz Canta Canta Minha Gente
1974
- Autor
- Elifas Andreato
- Ano
- 1974
- Técnica
- Acrilica e lápis sob tela
- Dimensão do original
- 50cm x 25cm
Conexão com a história
Veja 1974 na linha do tempoAudiodescrição
Nesta imagem, vemos a vibrante arte que Elifas Andreato criou em 1974 para o cartaz do icônico disco "Canta Canta, Minha Gente", de Martinho da Vila. É uma composição vertical, realizada com técnica mista de acrílica e lápis sobre tela, que mede originalmente cinquenta por vinte e cinco centímetros. No centro, a figura de Martinho domina a cena da cintura para cima, posicionado de perfil, voltado para a direita e com o corpo levemente inclinado para trás, em um gesto de entrega. Ele tem a pele retinta, cabelos crespos e uma barba cheia e bem desenhada. Seus olhos estão fechados e a boca aberta, como se estivesse no auge de um canto fervoroso. Ele veste uma roupa toda branca, que ganha volume e profundidade com sombras em tons de azul, refletindo uma luminosidade intensa. Sua mão direita está erguida à frente do rosto, com os dedos posicionados de forma delicada, quase como se estivesse regendo ou segurando uma nota musical invisível, enquanto a mão esquerda repousa relaxada ao lado da coxa.
Ao redor do mestre sambista, a atmosfera é de puro movimento e celebração. O fundo é preenchido por dezenas de mãos espalmadas, erguidas para o alto, representadas em silhuetas escuras e tons terrosos, sugerindo uma multidão que o acompanha. Essas mãos parecem irradiar de um ponto de luz amarelada e brilhante que envolve a mão erguida de Martinho, criando feixes geométricos e prismáticos que atravessam toda a tela, como se a música se transformasse em luz. No canto inferior direito, vemos ainda o rosto de um homem de cabelos claros, com a cabeça jogada para trás e a boca aberta em um sorriso largo ou um grito de alegria, reforçando esse clima de êxtase coletivo. No topo do cartaz, a frase "Canta Canta, Minha Gente" aparece em letras garrafais amarelas com contorno alaranjado, enquanto na base, o nome "Martinho da Vila" surge em um azul suave. A obra transborda a energia do samba e a conexão profunda entre o artista e seu povo, marcada pelo estilo detalhista e poético característico de Andreato.
