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Obra 10: Incrivel o Meu Reino, de Elifas Andreato, 1976. Técnica: Nanquim, aerografo sob papel cartão.

Vídeo

Obra 10 · Parede 1

Incrivel o Meu Reino

1976

Áudio-descrição
Autor
Elifas Andreato
Ano
1976
Técnica
Nanquim, aerografo sob papel cartão
Dimensão do original
30cm x 20cm

Conexão com a história

Contexto na linha do tempo — 1975

Audiodescrição

Imagine que você está diante de uma ilustração vertical, de tamanho médio, com cerca de trinta por vinte centímetros. Esta obra, criada em mil novecentos e setenta e seis pelo artista Elifas Andreato, chama-se "Incrível o Meu Reino". É um trabalho feito inteiramente em preto e branco, utilizando nanquim e a técnica do aerógrafo sobre um papel cartão, o que confere às figuras um sombreado muito suave e um aspecto quase fotográfico, apesar do tema fantasioso.

A imagem apresenta um grupo de seis figuras humanas aglomeradas, cujos rostos preenchem quase todo o espaço da composição. O fundo é um preto sólido e profundo, o que faz as figuras saltarem aos olhos. Logo à frente, em primeiro plano e centralizado na parte inferior, vemos um homem vestido formalmente com paletó e gravata, mas o que chama a atenção é que ele usa uma máscara rígida, clara, semelhante às de goleiro de hóquei, com pequenos furos circulares na testa e no queixo. Seus olhos, bem abertos e fixos, espiam pelas aberturas da máscara, transmitindo uma expressão de espanto.

À direita deste homem central, vemos o rosto de um palhaço clássico, que sorri largamente revelando os dentes. Ele usa um chapéu de abas estreitas e uma gravata borboleta, e sua maquiagem marca as sobrancelhas e o contorno dos olhos com desenhos lúclidos. Do lado oposto, à esquerda da figura central, aparece alguém usando uma máscara de látex ou tecido encorpado, que cobre toda a cabeça e lembra a face de um macaco ou de um lutador, com aberturas apenas para os olhos e a boca.

Acima dessas três figuras, no plano de fundo, os outros três rostos completam a cena. Bem no topo, à esquerda, uma pessoa de óculos redondos e grandes, com um corte de cabelo estilo "tigelinha", olha para baixo com a boca aberta em um círculo perfeito, como se estivesse exclamando algo. Ao lado dela, no topo central, há uma máscara quadrada e branca que carrega um par de óculos escuros imensos e uma boca escancarada cheia de dentes, lembrando um cartaz ou uma face bidimensional. Por fim, no canto superior direito, vemos apenas parte do rosto de uma mulher que ri alegremente, usando óculos de sol redondos e claros.

Toda a obra brinca com essa ideia de esconder e revelar, usando máscaras e óculos para criar uma atmosfera que mistura o lúdico do circo com uma sensação levemente inquietante, típica do mestre Elifas Andreato. A iluminação parece vir de frente, destacando os volumes das bochechas e o brilho nos olhos das figuras, criando um contraste marcante entre o branco do papel e o preto intenso da tinta.