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Obra 60: Almir Sater, de Elifas Andreato, 1982. Técnica: Acrilica e lapis sob tela.

Obra 60 · Parede 3

Almir Sater

1982

Áudio-descrição
Autor
Elifas Andreato
Ano
1982
Técnica
Acrilica e lapis sob tela
Dimensão do original
40cm x 40cm

Conexão com a história

Veja 1982 na linha do tempo

Audiodescrição

Estamos diante de uma imagem quadrada, com 40 centímetros de lado, que transborda a sensibilidade de Elifas Andreato em uma obra de 1982 para o músico Almir Sater. Criada com tinta acrílica e traços delicados de lápis sobre tela, a composição mistura o lúdico de um carrossel com a vastidão da natureza. No centro do quadro, vemos um cavalo de carrossel imponente, mas ele é diferente: a metade superior de seu corpo, da cabeça ao dorso, é de um azul profundo, salpicado por pequenas estrelas brancas que lembram um céu noturno. A parte inferior do animal é branca, com as patas dianteiras erguidas, como se estivesse saltando. Sobre ele, há uma sela azul e vermelha, também estrelada. O cavalo está preso a um mastro vertical colorido e em espiral, que sustenta uma cobertura de carrossel no topo, com gomos em tons de amarelo, vermelho, verde e branco, criando uma espécie de teto protetor sobre a cena.

Um detalhe muito curioso e poético está à esquerda do mastro: um chapéu de aba larga, típico de boiadeiro, flutua no ar. Logo abaixo dele, uma silhueta humana quase transparente, feita de nuvens esbranquiçadas, sugere a presença invisível do próprio músico. Ao fundo, o cenário se divide. A parte de cima é um céu claro, em azul suave, onde lemos o nome "Almir Sater" à esquerda e a palavra "DOMA" à direita, em letras azuis-claras. Na parte de baixo, o carrossel parece estar plantado em uma pequena ilha ou porção de terra firme, com árvores secas de galhos retorcidos e montanhas ao longe. Essa terra é cercada por águas agitadas, com ondas de espuma branca que batem na base da cena. É uma obra que une o rústico do Mato Grosso ao toque onírico do artista, criando uma atmosfera mágica e serena ao mesmo tempo. Na parte inferior esquerda da ilha, notamos a assinatura sutil do autor, Elifas Andreato.