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Obra 65 · Parede 3
Paulinho da Viola
1982
- Autor
- Elifas Andreato
- Ano
- 1982
- Técnica
- Acrilica e lapis sob tela
- Dimensão do original
- 30cm x 30cm
Conexão com a história
Veja 1982 na linha do tempoAudiodescrição
Imagine uma tela quadrada, pequena e delicada, com 30 centímetros de cada lado, onde o artista Elifas Andreato usou tinta acrílica e lápis, em 1982, para homenagear o músico Paulinho da Viola. O quadro nos apresenta um retrato surrealista que mistura o homem com a natureza e o cosmos, tudo sobre um fundo de céu azul claro, salpicado por nuvens brancas e macias que parecem se mover. No centro, vemos Paulinho da Viola da altura do peito para cima, mas ele não é representado de forma comum. Seu rosto tem a cor de um céu noturno, em um tom de azul profundo e escuro. Na altura dos olhos e da testa, brilham pequenas estrelas brancas e, no lugar do olho direito, há uma Lua crescente iluminada. Apesar dessa face estelar, os traços do seu nariz e da boca são bem definidos, com lábios levemente avermelhados que sugerem um sorriso discreto e sereno. Ele usa um chapéu de palha de abas curtas, bem clássico, contornado por uma fita azul e adornado com um pequeno detalhe branco na lateral. O corpo do artista também se funde com a paisagem: o lado esquerdo do seu tórax é coberto por um paletó de cor bege clara, que parece flutuar como se fosse feito de papel ou tecido muito leve. No centro do peito, onde estaria a camisa, o que vemos é a continuação do céu azul do fundo. Já na parte inferior direita, o corpo se transforma em um mar revolto, com ondas escuras e picos espumantes de branco. À frente dessas ondas, uma mão estilizada, que parece envolta em um pano branco esvoaçante, segura com delicadeza uma taça transparente. Dentro dessa taça, em vez de bebida, brota uma rosa vermelha bem viva, aberta e exuberante. A assinatura de Elifas Andreato aparece no canto inferior direito, acompanhada do ano de 82. É uma imagem poética e suave, que traduz visualmente a elegância e a sonoridade tranquila de Paulinho da Viola, conectando o sambista à imensidão do céu e do mar.
