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Obra 64: A Morte do Caixeiro Viajante, de Elifas Andreato, 1984. Técnica: Acrilica e plapis sob tela.

Obra 64 · Parede 3

A Morte do Caixeiro Viajante

1984

Áudio-descrição
Autor
Elifas Andreato
Ano
1984
Técnica
Acrilica e plapis sob tela
Dimensão do original
40cm x 30cm

Conexão com a história

Veja 1984 na linha do tempo

Audiodescrição

Imagine um cartaz vertical que respira o clima dramático do teatro. Esta obra, intitulada A Morte do Caixeiro Viajante, foi criada pelo artista Elifas Andreato em 1984, usando uma combinação de tinta acrílica e lápis sobre uma tela pequena, de 40 por 30 centímetros. No topo, sobre um fundo branco, letras imponentes em vermelho e azul anunciam a peça de Arthur Miller, destacando nomes consagrados como Paulo Autran e Nathália Timberg sob a direção de Flávio Rangel. Logo abaixo desse cabeçalho, a imagem mergulha em uma atmosfera densa e sombria. Vemos um homem idoso, o caixeiro viajante, sentado de forma melancólica sobre suas próprias malas. Ele está curvado, com a cabeça baixa e os cabelos grisalhos e ralos caindo sobre o rosto, escondendo suas feições e transmitindo um profundo cansaço. Ele veste um terno claro, levemente amarronzado e com aspecto gasto, que parece um pouco grande para seu corpo frágil. Suas mãos, marcadas por veias salientes e unhas bem detalhadas, repousam pesadamente sobre uma mala vertical entre suas pernas. Ao seu lado, há uma maleta de couro marrom com uma etiqueta pendurada, e no chão, aos seus pés, alguns objetos espalhados como uma latinha amassada e pequenos acessórios, reforçando a ideia de fim de jornada. Ao fundo, à direita, surge de forma esfumaçada um brasão dos Estados Unidos, com uma águia e o escudo de estrelas e listras, sobreposto a uma parede de tijolos aparentes, o que sugere uma crítica ao desgaste do sonho americano. O uso do lápis traz uma textura minuciosa às dobras da roupa e à pele do personagem, enquanto as cores terrosas e o fundo escuro criam um clima de isolamento e introspecção, como se o homem estivesse em um palco sob meia-luz, revivendo suas memórias e seu esgotamento diante da vida.