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Obra 87: Carlito Natal, de Elifas Andreato, 1986. Técnica: Acrilica e lápis sob tela.

Obra 87 · Parede 3

Carlito Natal

1986

Áudio-descrição
Autor
Elifas Andreato
Ano
1986
Técnica
Acrilica e lápis sob tela
Dimensão do original
30cm x 20cm

Conexão com a história

Veja 1986 na linha do tempo

Audiodescrição

Imagine uma tela vertical, de tamanho pequeno, com cerca de trinta por vinte centímetros, onde o artista Elifas Andreato nos apresenta uma fusão delicada e lúdica em sua obra de 1986, intitulada Carlito Natal. A pintura, feita com técnica de acrílica e lápis sobre tela, mostra o icônico personagem de Charlie Chaplin ocupando o centro da composição contra um céu noturno profundo e vibrante.

O fundo é de um azul-escuro intenso, pontilhado por incontáveis luzes brancas que remetem a estrelas distantes, criando uma atmosfera mágica de galáxia ou de uma noite de inverno límpida. Logo acima da cabeça do personagem, destaca-se uma estrela maior e mais brilhante, com pontas bem definidas, que parece guiá-lo ou abençoá-lo.

Carlito aparece da cintura para cima, levemente inclinado para a direita, mas com o rosto voltado para nós. Ele mantém suas características clássicas: o bigodinho preto quadrado acima dos lábios, as sobrancelhas marcadas e o olhar melancólico e doce, além do inconfundível chapéu-coco marrom com uma pequena fita cinza. No entanto, há um toque festivo e inesperado: ele veste a túnica vermelha do Papai Noel, com golas e punhos de pelúcia branca, muito felpuda e realista.

Suas mãos, desenhadas com traços finos e detalhados a lápis, estão em movimento. A mão direita está erguida na altura da têmpora, com dois dedos estendidos num gesto que parece um cumprimento ou um ajuste sutil de ideia, enquanto a esquerda segura a borda da gola branca, como se ele estivesse se aconchegando no traje. A iluminação incide frontalmente, destacando as texturas da pele e da lã, criando um contraste suave com a imensidão do céu estrelado ao fundo. Na base da imagem, bem no centro, uma pequena etiqueta branca traz a assinatura do mestre Elifas Andreato, selando esta homenagem poética que une o espírito do Natal à eterna figura do vagabundo.